| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Polytminae |
| Reichenbach, 1849 | |
| Espécie: | A. viridigula |
O beija-flor-de-veste-verde é uma ave da ordem Apodiformes, da família Trochilidae.
Também chamado de beija-flor-de-garganta verde e em outras línguas de Grunkehlmango (Alemão) e Green-throated Mango (Inglês).
As aves deste Gênero possuem bico quase o dobro do comprimento da cabeça e levemente curvado, a membrana sobre as narinas é emplumada até o meio; a cauda tem mais ou menos a metade do comprimento da asa e á larga e um pouco recortada; os sexos são diferentes na coloração.
Seu nome científico significa: do (grego) anthrax = carvão, da cor do carvão; e thörax = peito; e do (latim) viridis = verde; e gula = garganta. ⇒ (Beija-flor) com peito preto e a garganta verde.
Mede entre 10,2 e 13 centímetros de comprimento e pesa 9 gramas.
Beija-flor de tamanho médio com a porção superior do corpo bronze-verdes brilhante com brilho dourado ou acobreado no uropígio e nas coberteiras supracaudais (Spaans et al., 2015). Seu bico é robusto, ligeiramente curvado (Hilty, 2003). Rêmiges na coloração castanho-acinzentada.
O macho da espécie apresenta a porção inferior do corpo na coloração verde com o centro do peito e barriga pretos. Em campo, na maioria das vezes, as partes inferiores podem parecer completamente pretas. O par central das retrizes é escuro, os outros pares apresentam coloração vinácea com reflexos arroxeados e extremidade terminal na cor azul escuro (Spaans et al., 2015).
A fêmea da espécie apresenta a porção superior semelhante ao macho da espécie, mas apresenta muito mais reflexos na coloração cobre-avermelhado brilhante, mesmo na coroa (Hilty, 2003). As partes inferiores da fêmea são brancas com uma faixa central estreita na coloração preta, às vezes esta faixa apresenta interrupção (Spaans et al., 2015). Os flancos do peito da fêmea são verdes com forte reflexo acobreado ou avermelhado difícil de observar em campo (Hilty, 2003). A cauda da fêmea é semelhante a do macho, mas as penas retrizes externas apresentam uma estreita faixa terminal branca. A porção inferior do corpo da fêmea é branca com uma conspícua faixa preta (Hilty, 2003).
O imaturo apresenta plumagem similar a plumagem da fêmea da espécie, entretanto com uma faixa acastanhada em ambos os lados da garganta e peito superior, bem como com algumas manchas acastanhadas nos flancos ventrais. Esta faixa acastanhada desaparece com a idade, ficando mais tempo nos machos imaturos do que nas fêmeas (Spaans et al., 2015).
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
O ninho é construído em forma de tigela sobre um galho, às vezes em uma altura considerável. Medida do ninho: altura 30 mm, profundidade 25 mm, diâmetro externo 45 mm e diâmetro interno 35 mm. Ovo: 0,71 gramas, medindo 16,5 X 9,5 mm. O Período de incubação é de 14 a 15 dias, e a permanência no ninho é de 25 dias.
Ocorre na mata ripária ribeirinha, matas de igapó ou em ilhas fluviais com abundância de embaúbas e helicônias, desde os baixos rios Madeira e Amazonas até a ilha de Marajó. Frequenta ainda o litoral arenoso e também o limoso (mangues), desde o Pará ao Amapá e Guianas.
Ocorre na ilha de Trinidad no Caribe, no leste da Venezuela, Guianas e no norte do Brasil.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: